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Aécio foi absolvido, Temer também será…Só nos resta a luta!

Nesta terça-feira (17/10) o plenário do Senado em votação aberta derrubou a decisão do STF que afastava o senador Aécio Neves (PSDB) de seu mandato por corrupção passiva, 44 dos 71 senadores presentes votaram pela derrubada da decisão do Supremo Tribunal. Tal absolvição era esperada, e só exemplifica que não podemos confiar nos poderes instituídos para transformar a sociedade.
Aécio Neves foi flagrado em escuta pedindo 2 milhões de reais a Joesley Batista, um dos donos da JBS, para supostamente pagar os advogados que lhe defenderiam de acusações de corrupção, dias depois a entrega do montante, feita em espécie a um primo do senador, é gravada pela Polícia Federal. O senador já havia sido afastado do mandato uma primeira vez em junho, quando sua irmã e seu primo formam presos, por envolvimento no esquema de corrupção.
Agora novamente o STF, através de sua primeira turma afastou o senador, e diante disto abriu-se uma disputa entre Senado e STF sobre a interpretação da Constituição, a tese defendida pelos parlamentares era de que só o próprio Senado poderia votar o afastamento do senador, e o STF só poderia agir em caso de flagrante de crime inafiançável cometido por um parlamentar.
E na “República do Acordão” esse impasse foi resolvido em um acordão entre STF e Senado, a presidente do Tribunal Cármen Lúcia e do Senado Eunício de Oliveira (PMDB) costuraram um acordo e o Supremo decidiu por 6×5 que congressistas podem ser afastados pelo judiciário, mas o legislativo não precisa cumprir a decisão.
Assim, abriu-se caminho para que neste dia 17 de outubro o senado votasse pela volta do senador a suas atividades parlamentares, como se nada tivesse acontecido, como se não estivesse registrado em áudio e vídeo os crimes cometidos pelo senador.
A CCJ da Câmara dos Deputados deve votar hoje (18/10) o pedido de investigação de mais uma denúncia contra Michel Temer (PMDB), e nos próximos dias essa votação deve ir a plenário. Desta vez a acusação contra Temer é por obstrução da justiça e formação de organização criminosa, e mesmo com as vastas provas espalhadas aos quatro ventos, muito provavelmente continuaremos com um chefe de organização criminosa utilizando a presidência da República para obstruir a justiça.
Não estamos diante de uma simples crise de representatividade onde precisamos escolher representantes melhores do que os que ocupam os cargos públicos atualmente, estamos diante de uma crise do sistema, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário se unem em acordões para manter tudo como está e salvar a pele dos bandidos que governam o país, os estados e os municípios pilhando os direitos da classe trabalhadora para garantir lucro dos capitalistas.
Diante deste cenário a única alternativa que temos para derrotar essa corja que se alastra pelos três poderes é organizar a luta da classe trabalhadora, é unir movimentos sociais, populares, sindical e juventude, ocupar as ruas e lutar pela queda, não só destes políticos e juízes mas do sistema como um todo, precisamos construir uma alternativa de poder que esteja a serviço dos interesses da classe trabalhadora e da juventude, onde executivo, legislativo e judiciário sejam controlados e fiscalizados pelo povo.

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Vinicius Prado

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